segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Morte do Radialista Ronaldo Santana - um crime sem piedade e até agora, sem solução!

Em Itabuna: o assassinato do jornalista Manoel Leal. A família foi indenizada pelo Estado.  Crime político. Em Eunápolis, covardemente, quatro tiros calaram a voz do radialista Ronaldo Santana, no dia 09 de outubro de 1997, fato ocorrido na Rua Duque de Caxias, em Eunápolis, quando se dirigia à Rádio Jornal, onde trabalhava. O Estado não deu uma resposta à família, e abre-se um precedente.

Apenas está preso um envolvido:  Paulo Sérgio Mendes Lima, por suspeita. Até hoje, 13 anos depois, o caso continua sem solução e sem indenização. Ronaldo Santana foi assassinado na frente do filho e, calaram sua voz com quatro tiros. Não tiraram apenas sua vida, afrontaram a liberdade de imprensa e lhe cassou a liberdade de expressão, covardemente,  num crime encomendado.

Barbaridades não podem acontecer, e pior ainda, ficar impune. Indenização financeira não supera perda de vida, e nem acalenta familiares. Na melhor das hipóteses, saldar dívidas com advogados e custas processuais. Somente em 2009, três radialistas foram assassinados na Bahia. O poder de influência dos mandantes têm sido o diferencial.

“Diante da semelhança do crime e até mesmo do precedente com o caso Manoel Leal, espera-se Justiça, a bem do direito!”, pontua o radialista  Jarles Soares, de Itabuna.

Ronaldo Santana de Araújo foi assassinado aos 38 anos, na frente do filho, à queima-roupa, às 06:40 minutos da manhã trágica de 09 de outubro de 1997, na semana que acontecia o novenário da Festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O mandante, extra-oficialmente, um político, continua impune. Quatro tiros silenciaram a voz de um pai de família. Um cidadão de bem, um colega de profissão.

Ronaldo Santana de Araújo começou a trabalhar como office-boy na Rádio Santa Cruz, em Ilhéus, em 1977. Passou depois a operador de rádio. Em 1990 foi para Eunápolis, onde trabalhou como operador de transmissor de rádio, junto com a mulher, na Rádio Jacarandá. Substituiu o apresentador de um programa e, em pouco tempo, passou também a fazer reportagens policiais e sobre reclamações da população. Apresentava o programa Ronda Policial, transmitido diariamente às 7h pela Rádio Jornal, e que abordava também fatos políticos, denúncias e desmandos administrativos do chefe do executivo local, da época, Paulo Dapé.
 
13 anos depois e a impunidade continua !
 
por Elias Reis
Sinterp/Ilhéus

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